Câncer em animais: os mais comuns e seus tratamentos


Receber um diagnóstico de câncer em seu melhor amigo pode ser uma das piores notícias que um tutor pode receber. A verdade é que, assim como para os humanos, o tratamento de um tumor no animal pode ser tão doloroso e desafiador quanto. Lidar com essa situação dentro de casa não é nada fácil e quanto mais informação o dono tiver, maiores as chances de prevenção e cura.


Pensando nisso, o Cãodeirante selecionou diversas informações e conhecimentos importantes que todo tutor de pet deve saber sobre o tema. Para isso, separamos os 5 tipos de câncer mais comuns nos animais e seus tratamentos e prevenção.


1. Câncer de mama

No Brasil, o câncer de mama se tornou o mais recorrente entre os animais, principalmente em cadelas. No geral, este tipo de tumor está ligado ao desenvolvimento hormonal do animal e tem alto grau de metástase, ou seja, maior facilidade em se espalhar por outras partes do corpo.


Nestes casos, a castração é uma das soluções mais buscada pelos veterinários como prevenção, mas o recomendado é entender caso a caso. É preciso saber qual o melhor momento para o procedimento e se ele é realmente necessário.


O tratamento desse câncer, em sua maioria, se concentra na retirada do nódulo. Quanto maior o seu tamanho, menor é o prognóstico.


2. Câncer de pele

Assim como para os humanos, a grande incidência dos raios solares na pele dos animais pode causar os tão comuns cânceres de pele. Este tipo de tumor atinge principalmente os animais de pelagem branca e se inicia com a presença de pequenos nódulos no corpo do animal. Essas elevações semelhantes a ínguas ou crostas se caracterizam por uma vermelhidão latente e feridas na pele.


Como tratamento, o primeiro passo é a remoção da lesão com um procedimento cirúrgico, seguido por sessões de quimioterapia ou radioterapia, dependendo do caso. Quanto mais inicial a fase do câncer, melhor o prognóstico.


Alguns dos seus principais sintomas são vômito, diarreia e perda de peso, principalmente em sua fase mais avançada. Para a prevenir é preciso cuidar do seu pet nos dias mais quentes: mantenha-o sempre hidratado e faça uso de protetor solar nos dias de maior exposição.


3. Cânceres como leucemia e linfoma

Caracterizados por atingirem diretamente as células formadoras de tecido sanguíneo, a leucemia e o linfoma estão entre os mais recorrentes tipos de canceres em animais.


A leucemia pode surgir em pets de qualquer idade, afetando diretamente a medula do animal. Seus sintomas variam desde a aparição de nódulos, inflamações e anemia, até fadiga, perda de peso e apetite, vômito e diarreia.


Já o linfoma atua, principalmente, atacando os gânglios linfáticos e outros órgãos. Nestes casos, animais de qualquer fase podem apresentar a doença com sintomas que se confundem aos da leucemia.


Em ambos os casos o tratamento se resume a sessões de quimioterapia, além de medicamentos que ajudem a minimizar dores e doenças recorrentes. Caso o problema seja descoberto em sua fase inicial, as chances de cura do peludo aumentam bastante.


4. Tumor venéreo transmissível canino

Um dos mais comuns e o mais difícil de se prevenir, o TVTC ou Linfossarcoma venéreo é o câncer mais visto nos órgãos genitais dos cães. Ele pode se manifestar em animais de qualquer raça, principalmente nas épocas mais quentes do ano.


A doença pode ocorrer de modo espontâneo, por se tratar de algo que passa de um cão para o outro. Essas células cancerígenas podem se desprender da superfície se implantando na região genital do animal. Desta forma, quando um animal cheira as áreas genitais ou as lambem, fica mais fácil o contágio e a transmissão para outros peludos.


Nestes casos, os sintomas são coloração avermelhada e aspecto de couve-flor na região genital; um odor desagradável; e sangramentos e corrimento vaginal, no caso das cadelas.


O tratamento mais comum é a quimioterapia, que apresenta altas chances de cura se o problema for diagnosticado logo no início.


5. Tumores orais

Os canceres da cavidade oral representam quase 5% de todos os encontrados em animais. Frequente em animais com idades médias ou avançadas, a doença pode se manifestar por meio de feridas e erupções na parte interna e nos arredores. Ela pode ser causada por diversos fatores ambientais como: radiação, pesticidas, luz solar e traumatismos.


Com alta chance de se espalhar pelo corpo, este tipo de tumor deve ser prontamente tratado para que não atinja outras áreas, como o pulmão, por exemplo.


Para o tratamento, em sua maioria, faz-se a cirurgia de remoção do tumor e seus arredores, como a parte óssea, dentes e lábios. Desta forma, a chance de recorrência se torna cada vez menor.


Então, tutor, fique atento e tome todas as medidas possíveis de precaução para que o seu pet passe por isso.

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