Dicas para Viajar com seu Pet Cadeirante


A cada dia que passa os pets são mais inseridos às famílias brasileiras, não como meros animais de estimação e sim como membros importantes destas famílias.


Isso significa que eles estão inclusos nas programações de férias e viagens de família. Não é fácil para um pet normal, imagina para um pet com deficiência. A primeira dificuldade começa quando os tutores vão escolher o local das férias. Isso é muito importante, pois alguns locais o transporte se faz necessário de forma aérea e aí começa o primeiro entrave: como levar o seu pet?


É necessário verificar as regras da companhia aérea escolhida, pois existe o peso máximo do pet para ir na cabine confortavelmente com o seu tutor e nem todos os tutores topam, principalmente de pets cadeirantes, deixar seu pet viajar separado em caixas de transporte.

Primeiro conselho que eu dou: viagem de avião com um animal especial? Chegue com MUITA antecedência no aeroporto, para que você possa fazer o check-in com seu animal de forma tranquila. Vale lembrar que a Maya foi comigo na cabine. acional da Maya. Por ser a primeira vez que ela iria embarcar em um avião, escolhemos viajar pelo Mercosul mesmo. Pesquisamos com antecedência no site do Ministério da Agricultura as exigências do nosso país de destino, a Argentina (lá no site vocês encontrarão de forma bem detalhada e simples a exigência de cada país e como proceder). Ao invés do CVI (Certificado Veterinário Internacional), optamos por fazer o Passaporte da Maya, pois ele nos proporcionava uma maior agilidade e segurança zoosanitária no desembaraço do desembarque, não demorou nem 5 minutinhos e já estávamos liberadas, (ele é aceito nos países em que o Brasil possui equivalência, validade por toda vida do animal, é de uso individual e intransferível).

Primeiro conselho que eu dou: viagem de avião com um animal especial? Chegue com MUITA antecedência no aeroporto, para que você possa fazer o check-in com seu animal de forma tranquila. Vale lembrar que a Maya foi comigo na cabine. Tenha preferência por voos com menos números de conexões, mas caso seja necessário fazê-las, observem o tempo entre um embarque e outro, optem por conexões que tenham um tempo maior. Apesar de sempre sermos as primeiras a embarcar, também somos as últimas a sair, pois precisamos esperar que cadeira de rodas seja levada até a Maya. Alguns países têm restrição de entrada com ração. Não tivemos esse problema para entrar na Argentina, mas pequei em não levar uma quantidade maior de ração na minha mala de mão. Deixei um saco de 2kg fechado na mala despachada da Maya. E infelizmente tive uma mala extraviada. Justamente a da Maya. Sugiro também dividir os pertencesses do Pet entre as malas, porque infelizmente nunca sabemos quando um imprevisto desses pode acontecer. E quando aconteceu conosco foi um baque, porque a Maya faz o uso de ração renal, e pelas minhas pesquisas sobre clínicas veterinárias 24h no país (algo importante para termos em mente também), eu vi que lá eles só comercializavam a marca que o intestino da Maya não tolera. Então foi bem desesperadora a situação, apesar de termos recebido da companhia aérea toda a atenção e suporte. A mala foi localizada pouco tempo após o nosso desembarque e com isso veio o alívio.”


Agora se você escolheu um destino para uma viagem de carro, precisa também providenciar algumas coisinhas para que a viagem ocorra de forma confortável e segura para todos. Suiane Torres, 39 anos, jornalista, criadora de conteúdo e voluntária do projeto, é tutora de três pets, sendo um cadeirante e outro idoso tripé e fala um pouco da sua experiência em viagens de carro com eles. “Para começar é necessário comprar uma capa pet impermeável para o carro. Como são três é a forma mais confortável e segura para eles, claro que cada um precisa do seu peitoral e cinto de segurança. Nossa última viagem (já com os três) foi de São Paulo para Brasília, são 12 horas de estrada, aproximadamente, contando com as paradas, extremamente necessárias para eles e para nós. A Dafne, cadeirante, tem medo de carro além de enjoar, então para uma viagem longa como essa, acordo 2 horas antes de sairmos para medicá-la, alimentá-la e assim ela pode viajar de forma mais tranquila. Além disso usamos homeopatia e florais para o medo antes e no decorrer da viagem. Quando as viagens são mais curtas, usamos apenas a homeopatia e os florais. É muito importante também levar uma mochila na frente do carro com fraldas (ao menos 3) lenços umedecidos, xampu seco, pomada de assaduras, saquinhos cata-caca, brinquedos para distraí-los, potes de água para as paradas e porções de ração (alimentação natural) para oferecer a eles durante a viagem, além daquele kit de primeiros-socorros para gases, ferimentos, enjoos e medicamentos ou vitaminas que seu pet utilize diariamente.”


Mas se você pensou que acabou por aí, está redondamente enganado. Independente do seu destino você precisa pensar na hospedagem. É pet friendly? Tem exigência de peso e número de pets? Não se esqueça que estamos falando de cadeirantes né... E a acessibilidade para eles? Tudo isso deve ser pensado antes de fechar uma hospedagem.


E a mala do seu pet? Sim, ele precisa de uma mala também. Na mala não pode faltar: uma caminha confortável, alimentação para todos os dias de viagem, potes para alimentação, roupas (caso necessário), xampu e kit de higiene (vai que precise de um banho e não tenha pet aberto), secador, carteira de vacinação, cobertor (se a viagem for para um lugar frio) e um colchonete para que eles descansem em restaurantes.


“Como a Dafne usa fraldas e uso algumas estratégias para que elas não caiam, a bagagem deles é maior que a minha sempre. E como sou uma mãe perua, além das roupas para segurar as fraldas, combino os irmãos com bandanas e gravatinhas, além dos laços de cabelo, claro. Escovo os dentes deles todos os dias e limpo os ouvidinhos, então acaba que essas coisas vão aumentando a bagagem dos pets. Quando eram só as duas: Avelã e Dafne, a bagagem já era grande. Agora com o Negresco, a bagagem deles ocupa quase todo o porta-malas do carro. E as viagens de carro com eles são sempre a nossa escolha, pois eu não os deixaria no avião longe de mim de forma alguma. A cadeira de rodas também é algo essencial para a viagem de um cadeirante. Para quem viaja muito é sempre bom optar por marcas que sejam dobráveis, pois facilitam na hora da viagem. E, dependendo da viagem (se tem passeios longos) para os nossos cadeirantes e idosos, é importante também um carrinho de passeio, pois eles cansam mais rápido e os passeios nas cadeiras de rodas não devem ser muito longos para não forçar a coluna e musculatura do animal.”


E não esqueça de mais um detalhe importante, pesquisem locais para passeios e alimentação no destino que permitam que você leve seu pet. Programar um roteiro de viagem é sempre muito bom, principalmente quando seu peludinho vai com você.

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