Tratamento com ozônioterapia em animais especiais


As aplicações da ozônioterapia são diversas, porém ela surgiu para nós depois do Marrom enfrentar infecções urinárias recorrentes e multirresistentes por anos. Desde que foi retirado da ONG, Marrom teve infecções urinárias uma atrás da outra. Isso porque é um quadro extremamente comum (e esperado) em pets que não tem o estímulo de esvaziamento da bexiga por conta própria, retendo sempre uma urina residual que acaba favorecendo as infecções.


Após utilizar quase todos os antibióticos que existiam no mercado (todos receitados por veterinários), nos deparamos com o momento em que o exame de cultura e antibiograma mostrava bactérias resistentes a praticamente todos os antibióticos (menos alguns que são tóxicos para os rins). Foi neste momento que demos um basta na proposta unicamente alopática, seguida até aquele momento, e partimos para um viés integrativo. Surgiu então a ozônioterapia.


Para nos auxiliar a compreender este tema, a médica veterinária especializada em ozônioterapia, Doutora Patricia Kondor, respondeu à algumas perguntas que levantamos:


O que é a ozônioterapia e como ela atua?


“Ozônioterapia é o uso do ozônio (composto químico de três átomos de oxigênio) para fins medicinais.  O ozônio medicinal tem propriedades altamente bactericidas, fungicidas e antivirais; estimula a circulação e revitaliza as funções orgânicas de modo geral; ativa o sistema imunológico e atua em processos inflamatórios agudos e crônicos.” - Afirma a Doutora Patricia.


Como é feita a aplicação do ozônio?


A via de administração é escolhida dependendo de cada caso, sendo as vias mais utilizadas são:

  • auto-hemoterapia – aplicação através da via intramuscular de sangue ozonizado. Utilizado em processos alérgicos e melhora da imunidade;

  • insuflação retal – aplicação da mistura gasosa oxigênio-ozônio diretamente na mucosa intestinal. Utilizado em processo inflamatório intestinal , revitalização do organismo como um todo e desintoxicação de fígado e rins;

  • bagging – utilizado em vários casos dermatológicos;

  • insuflação vaginal – utilizado em infecções vaginais;

  • injeção subcutânea – utilizado para alívio de dores agudas e crônicas;

  • vesícula urinária – utilizado nos casos de cistite (infecção urinária) recidivante/resistente a antibióticos e neoplasias.


Em quais casos ela é recomendada?


  • problemas circulatórios;

  • neoplasias (câncer);

  • doenças dermatológicas – infecções fúngicas e bacterianas, feridas, alergias;

  • doenças hepáticas;

  • ortopedia - Artrose / artrite / discopatia / consolidação óssea;

  • doenças gastrointestinais – gastrite, colite, duodenite, disbiose;

  • doenças virais;

  • doença renal;

  • diabetes Mellitus.


Existe contraindicação?


“Não é indicado em animais com baixa importante de hemácias e plaquetas, ou com hipertireoidismo (não controlado).”


Como a ozônioterapia pode ajudar animais paralíticos com infecção urinária?


“Nesses casos, o ozônio atua no controle da infecção urinária, melhora da imunidade, dores ortopédicas por sobrecarga de outras articulações e atua na disbiose, melhorando o organismo como um todo.”


A ozônioterapia no caso do Marrom:


Antes de iniciarmos a ozônioterapia duas vezes na semana, decidimos realizar uma ultrassonografia para avaliar o quadro renal e de bexiga. Haviam alterações no espessamento de bexiga, dilatação da pelve renal e apresentava linfonodomegalia. Foi feita

aplicação de ozônio via auto-hemoterapia, via retal e vesical. Após um mês de tratamento com sessões duas vezes na semana, repetimos o ultrassom e os resultados foram convincentes da eficácia da ozônio: houve diminuição do espessamento de bexiga,

melhora na dilatação da pelve renal e não apresentou linfonodomegalia.

Hoje em dia, sabemos que é impossível a luta contra as infecções urinárias a todo custo. Existe um custo sistêmico neste uso indeterminado e ininterrupto de antibióticos: a perda do bioma natural. O que deixa o organismo mais suscetível a novas infecções. Por isso, hoje fortalecemos o organismo ao invés de nos utilizarmos de mecanismos que prejudiquem ele a longo prazo. Atualmente Marrom faz ozônioterapia e não toma antibióticos há mais de dois anos.


Alguns registros mostrando como é a ozônioterapia no caso do Marrom:


Antes de tomar qualquer decisão referente ao seu pet, converse com um veterinário de sua confiança e de preferência que tenha experiência com animais especiais.

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©2020 por Giovanna Perdomo de Castro Paulo

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